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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Política



Ficheiro:Seoul-National.Assembly-02.jpg

O governo é definido como uma democracia presidencialista. Como muitas democracias, no país há a divisão em três poderes em executivo, legislativo e judiciário. Os ramos executivo e legislativo são operados principalmente a nível nacional, ainda que vários ministérios no poder executivo também realizem funções locais. Os governos provinciais são semiautônomos e contam com órgãos legislativos próprios. O ramo judicial opera tanto a nível nacional quanto a nível local.
O chefe de estado é o presidente, eleito por voto direto popular para um mandato de cinco anos. Além de ser o mais alto representante da república e o comandante em chefe das forças armadas, o presidente também nomeia o primeiro-ministro (após a aprovação do parlamento) e preside o Conselho do Estado. O primeiro-ministro é o chefe do governo do país e desempenha muitas funções do poder executivo. O parlamento sul-coreano, unicameral, se chama Gukhoe (assembleia nacional). Seus membros exercem um mandato de quatro anos. A legislatura atual tem 299 membros, dos quais 245 são eleitos por voto regional e os outros 54 são distribuídos por uma representação proporcional. A instituição judicial mais elevada é o Tribunal Supremo, cujos juízes são nomeados pelo presidente através do consentimento parlamentar.
A estrutura do governo sul-coreano está determinada pela constituição, um documento que tem sofrido várias modificações desde 1948, data em que foi promulgada, pouco depois da independência. A constituição tem conservado muitas de suas características gerais, com exceção da efêmera Segunda República da Coreia do Sul, onde o país sempre vem contando com um sistema presidencial e com um líder do poder executivo independente do presidente. As primeiras eleições diretas decorreram em 1948, ainda que a Coreia do Sul tenha sido governada por diversas ditaduras militares entre as décadas de 1960 e de 1980, após o que o país se converteu em uma democracia liberal. Hoje em dia, segundo a The World Factbook, a democracia sul-coreana é considerada como uma "democracia moderna completamente funcional".

Relações exteriores


Ficheiro:Bushes greet South Korean President Lee Myung-bak.jpg


A Coreia do Sul mantém relações diplomáticas com aproximadamente 170 países do mundo. O país também é membro da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1991, quando foi convertido em um estado-membro ao mesmo tempo que a Coreia do Norte. Em 1º de maio de 2007, o ex-ministro dos negócios estrangeiros, Ban Ki-moon, assumiu o cargo de Secretário Geral da ONU.

Desde maio de 2007, Coreia do Sul e União Europeia negociaram um acordo de livre comércio para reduzir as barreiras comerciais entre ambas as entidades. O mesmo está sendo feito com o Canadá e a Nova Zelândia. Em 2010, a nação foi admitida no Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento da OCDE, sendo a primeira vez que um país que recebe ajuda deste organismo se converte como membro pleno do mesmo. Em novembro de 2010, Seul acolheu a cúpula do G-20.



Exército


Ficheiro:ROKS Sejong the Great (DDG 991).jpg


Uma larga história de invasões por parte de seus vizinhos e a tensão por resolver com a Coreia do Norte têm feito com que a nação gastasse 2,6% do seu PIB e 15% do seu orçamento anual com as suas forças armadas, ao mesmo tempo em que mantém o serviço militar obrigatório. A Coreia do Sul é o sexto país do mundo em número de tropas ativas, o segundo em número de reservistas e o 12º em termos de orçamento para a defesa. O país, com uma média de 3,7 milhões de militares numa população de cinquenta milhões de pessoas, tem o segundo índice de soldados per capita, atrás apenas da Coreia do Norte.

As forças armadas da Coreia do Sul são constituídas pelo exército (ROKA), marinha de guerra (ROKN), força aérea (ROKAF), fuzileiros navais (ROKMC) e as forças de reserva. Na zona desmilitarizada estão concentrados quase dois milhões de efetivos. A constituição determina que todos os cidadãos nativos são obrigados a servir as forças armadas por um período de dois anos. Porém, têm ocorrido debates sobre o reajustamento da duração dos serviços militares, e inclusivamente a eliminação do serviço militar obrigatório. Recentemente o governo isentou vários estudantes desse serviço de forma a permitir um maior aprofundamento nos campos de investigação. Os coreanos de ascendência estrangeira estão isentos do serviço militar. Junto com os soldados, alguns sul-coreanos são selecionados para servir por dois anos no programa Aumento coreano ao exército dos Estados Unidos (KATUSA).

O exército sul-coreano conta com mais de 23 mil tanques em operação, enquanto a marinha tem a sexta maior frota de contratorpedeiros no mundo. A força aérea é a nona maior do seu tipo, e conta principalmente com aviões de caça estadunidenses, como o F-15K, KF-16 e o KAI T-50 Golden Eagle.

Desde a Guerra da Coreia, os Estados Unidos mantêm estacionado um importante contingente de tropas no território sul-coreano para defender o país em caso de ataques da Coreia do Norte. O número desses militares ascende a mais de 29 mil soldados. Em meados de 2007, o secretário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e o Ministro da Defesa Nacional da Coreia do Sul determinaram que os sul-coreanos retomassem o controle operacional de suas forças em 17 de abril de 2012. O exército dos Estados Unidos poderá se transformar em um novo comando de guerra, provavelmente descrito como "Comando da Coreia" (KORCOM).

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