A Coreia do Sul é notável por sua densidade demográfica de 487,7 habitantes por quilômetro quadrado, mais de dez vezes em relação à média mundial. A maioria do sul-coreanos vive emzonas urbanas, devido à migração massiva do campo para as cidades durante a rápida expansão econômica entre as décadas de 1970, 1980 e 1990. Sua capital é a cidade mais populosa e um dos principais centros industriais do país. A Área da Capital Nacional de Seul (Sudogwon) tem 24 milhões de habitantes, constituindo-se na segunda região metropolitana mais populosa do mundo. Outras cidades importantes são Busan (3,5 milhões de habitantes), Incheon (2,5 milhões), Daegu (2,5 milhões), Daejeon (1,4 milhões), Gwangju (1,4 milhões) e Ulsan (1 milhão).
A população também tem sido modelada pela migração que se seguiu à divisão da Península da Coreia, ocorrida após a Segunda Guerra Mundial, quando aproximadamente quatro milhões de norte-coreanos cruzaram a fronteira em direção a sul. Esta tendência de crescimento foi invertida nos quarenta anos seguintes devido à emigração, especialmente para os Estados Unidos e Canadá. Em 1960, a população total era de 25 milhões. Hoje, esse número ultrapassa 49,5 milhões de habitantes.
A sociedade é homogênea, já que 98% dos seus habitantes são etnicamente coreanos. Ainda que continue sendo mínima, a população de habitantes não-coreanos tem aumentado. Em 2009, 1 106 084 estrangeiros residiam no país, mais do que o dobro em relação a 2006. Os imigrantes vindos da China formam 56,5% do total. Porém, muitos deles são joseonjoks, isto é, cidadãos chineses de origem coreana. Aproximadamente 33 mil mongóis formam a maior comunidade mongol residente no estrangeiro. Outra minoria notável são as mulheres do sudeste asiático, que em 2006 constituíam 41% dos matrimônios com agricultores coreanos. Cerca de 43 mil professores de língua inglesa vindos dos EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Irlanda e África do Sul residem temporariamente na Coreia do Sul.
A taxa de natalidade sul-coreana é a mais baixa do mundo. Esta tendência tende a continuar, prevendo-se que em 2050 a população diminua 13%, ficando com 42,3 milhões de habitantes. Em 2008, a taxa de natalidade anual era de nove nascimentos para cada mil pessoas, enquanto que a esperança de vida era de 79,10 anos, a 40ª mais elevada do mundo.
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Cidades mais populosas da Coreia do Sul (população de 2010) | |||||||||||
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Seul Busan | |||||||||||
| Posição | Cidade | Província | Pop. | Posição | Cidade | Província | Pop. | Incheon Daegu | |||
| 1 | Seul | Seul | 9 708 483 | 11 | Goyang | Gyeonggi-do | 897 174 | ||||
| 2 | Busan | Busan | 3 403 105 | 12 | Yongin | Gyeonggi-do | 852 505 | ||||
| 3 | Incheon | Incheon | 2 637 652 | 13 | Bucheon | Gyeonggi-do | 847 841 | ||||
| 4 | Daegu | Daegu | 2 444 085 | 14 | Ansan | Gyeonggi-do | 722 598 | ||||
| 5 | Daejeon | Daejeon | 1 495 453 | 15 | Cheongju | Chungcheongbuk-do | 667 726 | ||||
| 6 | Gwangju | Gwangju | 1 469 293 | 16 | Jeonju | Jeollabuk-do | 643 079 | ||||
| 7 | Ulsan | Ulsan | 1 081 985 | 17 | Anyang | Gyeonggi-do | 603 184 | ||||
| 8 | Suwon | Gyeonggi-do | 1 064 951 | 18 | Cheonan | Chungcheongnam-do | 574 022 | ||||
| 9 | Changwon | Gyeongsangnam-do | 1 062 731 | 19 | Namyangju | Gyeonggi-do | 523 301 | ||||
| 10 | Seongnam | Gyeonggi-do | 951 424 | 20 | Pohang | Gyeongsangbuk-do | 510 079 | ||||
Religião
| Religião | Porcentagem | |||
| Sem religião (incluindo ateísmo) | 48,9% | |||
| Budismo | 23,3% | |||
| Protestantismo | 19,8% | |||
| Catolicismo | 6,7% | |||
| Outras religiões | 0,6% | |||
| Confucionismo | 0,4% | |||
| Wonbulgyo | 0,2% | |||
| Chundo kyo | 0,1% | |||
Em 2005, quase metade da população sul-coreana expressou que não tinha preferência religiosa. Dos restantes, a maioria são cristãos e budistas; a população em 2010 era dividida em: 43,1% cristã (18,3% protestantes, 10,9% católicos e 13,9% de outras denominações cristãs) e 22,8% eram budistas. Outras religiões praticadas no país incluem o islã e vários outros novos movimentos religiosos, como o jeungismo, o daesunismo, o cheondoísmo e o budismo won. Hoje em dia, a liberdade de culto está garantida pela constituição e não há nenhuma religião de estado.
O cristianismo é a religião mais professada em todo o país, já que conta com mais da metade de todos os adeptos religiosos. Segundo estatísticas do governo em 1985, dos 42,6 milhões de habitantes que viviam na Coreia, 16,5% da população era protestante (6,5 milhões) e 5% católica (1,9 milhão). A Igreja Católica é a igreja cristã que mais tem crescido desde a década de 1980, e em 2010 já eram 5,1 milhões de fiéis. A Coreia do Sul é a segunda nação com o maior número de missionários.
O budismo foi introduzido na Coreia no ano 372 d.C. Segundo o censo nacional de 2005, no país existiam mais de dez milhões de budistas. A maioria dos tesouros nacionais são artefatos de budistas. Junto com o neoconfucionismo, o budismo foi a religião de estado durante o período dos Três Reinos da Coreia, durante a dinastia Joseon. O islã conta com pouco mais de trinta mil seguidores nativos, além de mais de cem mil trabalhadores estrangeiros provenientes de países muçulmanos, especialmente do Paquistão e do Bangladesh.
Idioma
O idioma oficial do país e o mais falado pelos sul-coreanos é o coreano, cuja classificação ainda é objeto de debate; alguns autores afirmam que ela pertence à família altaica, enquanto outros afirmam que é uma língua isolada. O coreano tem o seu próprio alfabeto, o hangul, que foi inventado ao redor do século XV. Ainda que por seu aspecto pareça ser um alfabeto pictográfico, na realidade é um alfabeto organizado em blocos silábicos. Cada um destes blocos consiste em pelo menos dois dos 24 caracteres (jamo): pelo menos uma das quatorze consoantes e uma das dez vogais. Os alfabetos hanja (chinês) e o latino são usados dentro de alguns textos em coreano, uma prática mais usual no sul do que no norte.
Ainda que também seja o idioma nacional da vizinha Coreia do Norte, o coreano falado na Coreia do Sul difere dos falado pelos norte-coreanos em alguns aspectos como a pronúncia, a ortografia, a gramática e o vocabulário. O inglês é usado como segunda língua pela maioria da população, além de ser ministrado de forma obrigatória nas escolas secundárias.
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