A vegetação mais abundante no país é típica de floresta decídua temperada. Aí se encontram espécies vegetais de folha caduca (como o acer, o ulmeiroe o choupo) e árvores de folha persistente, como o pinheiro e o abeto. Nas zonas costeiras do sul só se podem encontrar espécies distintas que não crescem no resto do país, como o bambu, o loureiro e o carvalho. Os bosques cobrem cerca de dois terços do território nacional, ainda que a sua extensão se encontre em constante diminuição devido às atividades humanas.
Por ser uma das zonas mais vigiadas de todo o planeta e devido à restrição de acesso a todos os civis, a Zona Desmilitarizada da Coreia é um dos principais lugares naturais do país, onde se conserva uma das maiores áreas de conservação da flora e fauna nativa da região. O isolamento natural de grande parte da zona (cerca de 1 000 km²) converteu a a zona num das locais naturais mais bem preservados e no último refúgio de várias espécies ameaçadas. Grupos de ecologistas e cientistas têm identificadas aproximadamente 2 900 espécies vegetais, 70 de mamíferos e 320 variedades de aves na zona. Outras investigações realizadas acerca da região estimam que existem mais exemplares e outras espécies de regiões circundantes. O bosque misto se caracteriza por abrigar múltiplas espécies de mamíferos grandes e pequenos, assim como uma grande quantidade de aves e insetos. Os mamíferos roedores, porcos-espinho, lebres, falcões, corujas e outras espécies de animais pequenos têm sobrevivido aos impactos humanos, que têm substituído estas espécies por animais domésticos, como cães, gatos, cavalos, entre outros. Porém, grandes espécies de mamíferos, como tigres, leopardos, ursos, linces, encontram-se ameaçados de extinção, devido principalmente à constante caça e à destruição de seus habitats.
Meio ambiente
Durante os primeiros vinte anos do crescimento urbano que começou em meados da década de 1970, poucos esforços foram realizados para preservar omeio ambiente. A industrialização e o desenvolvimento econômico excessivos tiveram como resultado a desflorestação e a destruição contínua dos ecossistemas. Recentemente têm sido realizados esforços para equilibrar estes problemas, incluindo um projeto de cinco anos denominado "crescimento verde", com um custo de 84 milhões de dólares, com o qual o governo pretende impulsionar as tecnologias e a produção de energia amigas do ambiente.
A estratégia econômica baseada na ecologia é uma grande viragem estratégica na economia coreana, e consome quase 2% do PIB nacional. A iniciativa da ambientalização inclui várias propostas, como uma rede nacional de ciclismo, o uso de energia solar, a diminuição de veículos que usam combustíveis fósseis e o incremento do uso de tecnologias ecológicas. O país planeja construir uma rede de Internet nacional de última geração, a qual será dez vezes mais rápida que os serviços de banda larga atuais, a fim de reduzir o consumo de energia.
Recentemente, a água encanada de Seul tornou-se segura para o consumo humano, pelo fato de os funcionários da cidade realizarem campanhas, como oArisu, com a intenção de convencer o público a consumi-la. Também têm sido realizadas múltiplas ações no âmbito da reflorestação. Outro projeto multimilionário da cidade foi a restauração do Cheonggyecheon, um parque localizado no centro da capital sul-coreana, que fora anteriormente atravessado por uma autoestrada. Um importante desafio para os sul-coreanos é a qualidade do ar, já que todos os anos se registam problemas como a chuva ácida e a presença de dióxido de enxofre no ar, entre outros. Muitas destas dificuldades reconhecidas são o fato da proximidade do país com a China, um dos principais poluidores da atmosfera a nível mundial.
A Coreia do Sul é membro do Protocolo Ambiental da Antártida, do Tratado da Antártida, da Convenção sobre Diversidade Biológica, do Protocolo de Quioto (formando com o México e a Suíça o Grupo de Integrada Ambiental - GIA -, sob a supervisão da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima). Também faz parte de vários acordos e convenções que trabalham sobre temas ambientais, tais como: a desertificação, as espécies ameaçadas de extinção, a modificação ambiental, o dejeto de materiais perigosos no ar, a proibição de testes nucleares, a preservação da camada de ozônio e a preservação de zonas úmidas.
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